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Ifes, Minc e Pontos de Cultura da região de Aracruz fazem encontro de ativação territorial

Publicado: Quinta, 09 de Abril de 2026, 22h04 | Última atualização em Quinta, 09 de Abril de 2026, 22h09

Evento faz parte da mobilização do território para a 6ª Teia Nacional - Pontos de Cultura pela Justiça Climática.

O Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), realizou na última quinta-feira (09) uma reunião com representantes de Pontos de Cultura no município de Aracruz (ES) e das cidades vizinhas, como parte das ações de ativação territorial da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura pela Justiça Climática.

O encontro aconteceu no Espaço EBMAR, no bairro Itaparica, e reuniu coletivos culturais, agentes e representantes institucionais para apresentar e discutir o Curso de Formação – Produção Cultural e Saberes nos Pontos de Cultura, além de construir coletivamente a metodologia de atuação dos Agentes Cultura Viva Locais nas comunidades.

A iniciativa integra a preparação para a 6ª Teia Nacional, evento que será realizado entre os dias 19 e 24 de maio, também em Aracruz, e que deve mobilizar representantes da cultura popular de diversas regiões do país.

Acolhimento e articulação territorial

A abertura da reunião contou com a apresentação do propósito e da programação pelo coordenador metodológico do projeto, Robson Malacarne. Em seguida, o acolhimento dos participantes foi conduzido por Geovan Silva, representante da Rede de Matriz Africana (REMA), vinculada ao ITECABJUST, e consultor de articulação territorial da UNESCO junto ao Ministério da Cultura.

A recepção também contou com a participação de Edneia Cabral, conhecida como Mãe Néia, do Instituto Beneficente e Cultural Inzo Ria Kukueto, que realizou uma fala de acolhida destacando a relação entre cultura, ancestralidade e natureza.

“Não existe nada sem a natureza. Então o que a gente preserva, o que a gente busca, são dias e noites pela natureza, pelos nossos inquices, nossos orixás, nossas entidades. Fico feliz de estar aqui com essa juventude, que vai levar adiante toda essa cultura”, afirmou.

Cultura Viva e mobilização do território

Durante a programação, a coordenadora do Escritório do Ministério da Cultura no Espírito Santo, Nieve Matos da Silva, destacou a importância da Política Nacional Cultura Viva como instrumento de articulação territorial.

Segundo ela, a iniciativa vai além de uma política pública. “A Cultura Viva carrega esse nome justamente porque não é apenas uma política pública. Ela é também uma expressão do próprio território vivo”, afirmou.

Nieve também ressaltou o papel da Teia Nacional na mobilização cultural da região. “Estamos nos preparando para um evento que vai mobilizar toda a representação da cultura popular brasileira para estar aqui no território de Aracruz em breve, e esse é um dos legados desse grande evento”, destacou.

Metodologia e fortalecimento de redes

Na sequência, o coordenador adjunto do projeto, Leonardo Lopes de Oliveira, apresentou a metodologia de extensão “Sys.terna”, desenvolvida pelo Ifes para fortalecer redes de coletivos culturais no Espírito Santo.

A atividade incluiu uma dinâmica de enredamento, na qual os participantes foram convidados a compartilhar palavras-chave relacionadas aos sonhos e causas de seus coletivos. O material dará origem a uma nuvem de palavras que será construída ao longo do projeto.

“Essas palavras, que representam nossos sonhos coletivos, vão orientar a tessitura dessa rede, de ações e projetos, mas também de afetos”, explicou.

Formação e atuação dos agentes culturais

Encerrando a programação, Robson Malacarne apresentou o curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) em Produção Cultural e Saberes nos Pontos de Cultura. A proposta pedagógica está voltada à valorização da história, memória e práticas dos Pontos de Cultura.

De acordo com o coordenador, os agentes participantes irão desenvolver atividades práticas ao longo do curso, incluindo pesquisa sobre seus territórios e produção de conteúdos, que culminarão na elaboração de um produto audiovisual.

“Ao longo dos módulos, os agentes vão conhecer melhor seus pontos de cultura e suas comunidades, até transformar esse processo em uma produção audiovisual”, explicou.

Malacarne também reforçou a importância do envolvimento coletivo no processo formativo. “Pedimos que os coletivos acolham esses agentes, para que eles tenham acesso às informações necessárias para contar essas histórias”, destacou.

Próximos passos

Ao final do encontro, foram iniciadas as articulações para a realização de um seminário metodológico, para o aprofundamento conceitual da ação de formação.

Outras reuniões e momentos de escuta com os Pontos de Cultura estão previstos para acontecer nas próximas semanas, ampliando o diálogo e a participação dos coletivos na construção da 6ª Teia Nacional.

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